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Novas regras contábeis e agro derrubam resultado do Banco do Brasil (BB)

  • Foto do escritor: Marketing | Sped Automation
    Marketing | Sped Automation
  • 16 de mai.
  • 3 min de leitura

Instituição financeira cresceu mais no crédito do que rivais privados, mas inadimplência piorou em todos os segmentos.


A implementação de novas regras contábeis, trazida pela resolução 4.966 do Banco Central (BC), e uma deterioração mais acentuada no agronegócio derrubaram o resultado do Banco do Brasil (BB). A instituição cresceu mais no crédito do que os rivais privados, mas a inadimplência piorou em todos os segmentos.


O BB teve lucro líquido ajustado de R$ 7,374 bilhões no primeiro trimestre de 2025, queda de 23,0% frente ao quarto trimestre e de 20,7% em relação a igual período de 2024. O resultado ficou abaixo da projeção dos analistas ouvidos pelo Valor, de R$ 9,093 bilhões.


O BB diz que o resultado foi impactado pela 4.966, que muda o modelo de provisões de perda incorrida para esperada e afeta como algumas despesas e receitas são reconhecidas. Segundo o BB, um dos efeitos é que o reconhecimento das receitas de juros das operações consideradas estágio 3 por regime de caixa fez com que o banco deixasse de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito. Na nova metodologia contábil, os bancos deixaram de classificar os créditos em uma escala que variava de “AA” até “H” e agora usam estágios, que vão de 1 a 3, em que 3 é o de pior qualidade — basicamente com atraso acima de 90 dias.


Segundo o vice-presidente financeiro, Geovanne Tobias, o BB colocou suas projeções (“guidance”) para o ano em revisão. “A 4.966 traz impactos em diferentes linhas, um impacto abrangente. E junto com essa implementação nós estamos passando por um momento específico na carteira do agronegócio. [...] Nós já vislumbrávamos, por um lado, um impacto na margem financeira bruta decorrente do aumento da taxa Selic, mas não tínhamos a exata dimensão do que seria essa inadimplência ao ser calculada a partir do conceito de perda esperada”.


A margem financeira bruta totalizou R$ 23,881 bilhões no primeiro trimestre, queda de 10,9% em comparação ao quarto trimestre e de 7,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. A carteira ampliada chegou a R$ 1,278 trilhão, com alta de 1,1% no trimestre e de 14,4% em 12 meses. O custo de crédito teve alta de 9,6% frente ao quarto trimestre, totalizando R$ 10,152 bilhões. Na comparação anual, houve aumento de 18,9%. Segundo o banco, o custo de crédito foi influenciado, principalmente, pela continuidade da dinâmica agravada da carteira de agronegócios, cuja inadimplência alcançou 3,04%.


“Apesar do cenário positivo para a safra no Brasil em 2025, com uma colheita recorde, e do elevado percentual de garantias nessa carteira, há um estoque de operações que vem sendo tratado da safra 2023/2024, inclusive, por conta das recuperações judiciais no setor — que exigem maior provisionamento sob a nova regulação.”


A carteira de pessoa física atingiu R$ 335,806 bilhões, com alta de 1,2% no trimestre e avanço de 6,6% em 12 meses. Em pessoas jurídicas, somou R$ 459,885 bilhões, com alta de 1,6% e expansão de 22,4% em igual base de comparação. Em agro, atingiu R$ 406,198 bilhões, com alta de 2,1% e avanço de 9,0%, respectivamente.


A taxa de inadimplência ficou em 3,86% no primeiro trimestre, ante 3,32% no quarto trimestre e 2,90% em igual período de 2024. Em pessoa física, a inadimplência foi de 5,10%, ante 4,66% no quarto trimestre e 4,77% no primeiro trimestre de 2024. Em pessoa jurídica, o indicador ficou em 4,06%, de 3,51% e 3,19%. No agronegócio, atingiu 3,04%, de 2,45% e 1,19%.


Já as receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 8,361 bilhões no primeiro trimestre, retração de 9,0% na comparação trimestral e alta de 0,2% em 12 meses. As despesas administrativas totalizaram R$ 9,496 bilhões, recuo de 0,1% em relação ao trimestre anterior e alta de 7,0% na comparação anual. O Índice de Basileia atingiu 14,14%, sendo 10,97% de capital principal. O retorno sobre o patrimônio (mercado) ficou em 16,7%, de 20,8% no quarto trimestre e 21,7% no primeiro trimestre de 2024.


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Fonte: CRCSP

 
 
 

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